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26/06/2011

tiny red spider

Dois dias e uma manhã passadas com os meus pais e a minha avó que agora com os seus anos avançados refer à sua primeira neta como "a minha prenda", ou és a minha prenda/inha" todas as vezes em que lhe ofereço um abraço ou beijinho. Será que ela sabe que a maior prenda da minha vida é ela?
Não saí do quintal dos meus pais. Só quis estar perto deles a observar o mundano e os detalhes. Sentir a presença deles, dali, por debaixo da laranjeira. Tudo isto foi uma prenda de dois dias e uma manhã.

13/01/2011

Ah Valente!

São 99 anos e mais um dia. Está nos EUA com os meus pais. Conto com ela e uma visita dela neste verão. A minha Maria...a minha rolinha.

02/01/2011

olá 2011

Tenho muitos desejos e objectivos para este ano que já se introduziu, para mim in a quiet manner. O mais importante é ficar mais saudável, dar mais espreguiçadelas, beber mais gin e tonicas em boa companhia, e ser melhor do que sou agora em tudo que faço. Ah, e dar mais abraços aqueles de quem eu gosto muito.

Bom ano para todos.

12/12/2010

Gosto de pensar que sou uma mulher dependente. Depender de alguém quer dizer que não estou sozinha. Quantas mais são as pessoas em que dependo, melhor é. Já houve uma altura em que pensava que era muito independente. Fiz dois cursos, paguei-os a trabalhar «full and part time». Depois o meu trabalho era o de tratar de doentes queimados de 3º e 4º grau num dos melhores hospitais do mundo. Vivi sozinha num bairro daqueles onde à noite se ouvia sons estranhos ou carros de polícia. Fazia voluntariado com idosos que viviam em bairros "exclusivos" (guetos). Eu era a «chauffeur» deles até às tardes de chá feitas no centro da comunidade. Isto para evitar que eles vivessem totalmente em solidão. Dependiam de mim.

Cresci numa família minhota. As famílias minhotas são lixadas por não largar as «raízes» das árvores da serra e das tradições e costumes criados lá no isolamento da montanha. Transportam isto tudo para longe. Acreditem que não são famílias perfeitas, longe disso, muito longe. Eu tenho saudades de não saber muito sobre a historia da minha família e todos os seus membros. É estranho para mim que os meus pais não falam ou simplesmente não se lembram, não tem recordações (fotografias, artigos da casas antigas) da história pessoal de ambos lados da família. Isto é importante para mim. Olho para outras famílias com estas coisas e causa-me uma certa tristeza eu não as ter.

Já lá vão quase dez anos que não passo um Natal nos EUA. São muitos. E quase cinco anos que não vou aos EUA. Tenho uma sobrinha nova para conhecer e outros sobrinhos para reconhecer. Tenho conversa para pôr em dia e sítios para visitar. Enfim, o meu bem estar depende disto. Mas isto tudo é uma dependência saudável. Tem cura.

09/10/2010

nomes

base chavena

"brighter on the outside"

by Mary

Saber nomes é importante. Não sei o nome da minha trisavó materna! Ninguem sabe responder à pergunta. Nem a minha mãe ou tios, nem avó. É importante saber os nomes do passado. Gosto de saber que a minha avó paterna era Rosa Branca. As alcunhas da minha avó eram Branquinha ou Maria Bemposta. O meu trisavô era o Braguinha etc. É importante saber os nomes.

Gosto das colchas e dos nomes que ela os dá: Denise Schmidt.

07/10/2010

O Braguinha e a trisavó

base para chavena "cromo"

by mary

"O Braguinha" era o alcunha do meu trisavô materno. Sabemos que ele era professor e que vinha da cidade de Braga. Foi parar a Paredes do Vale, uma pequena aldeia paradisíaca, isolada mas com terra fertíl e agúa de nascente em abundância. Mas acho que foi o amor que fez com que o meu trisavô ficasse nesta pequena terra. Casou com uma senhora da Bemposta, Vale, a freguesia de Paredes. Ele ficou e convenceu a suas duas irmãs também para se mudarem para a aldeia. Elas casaram-se e viveram a sua vida em Paredes.

O Braguinha apaixonou-se e casou-se com uma tecedeira e costureira. Soube isto num dia esplendido deste verão. Foi a minha mãe que contou enquanto eu acolchoava a minha manta. Sem mais nem menos, a minha mãe começa a contar como a maquina de costura que o "Zé Cabaninhas", (o primo da minha mãe, era filho da Ana, a tia da minha mãe, e irmã da minha avô Maria, e filha da Rosa Cerqueira) lhe deu já há uns oito ou nove anos atrás e que ela guardou, era da bisavó dela. Eu fiquei surpreendida quando comecei a perceber que para ter uma maquina assim numa aldeia pequena queria dizer que para a minha trisavô isto era a sua profissão. A maquina é uma Singer. Dela só resta a carcaça de ferro forjado toda ferrugenta, mas que quando há mais de 100 anos a minha trisavõ a usava no seu trabalho devia ser mais ou menos assim. Tem todas as peças e a base da mesa também. Também guardado temos algumas das ferramentas que ela usava para preparar o linho. Suspeito que esta manta seja uma criação dela.

27/08/2010

fresca

Os meus pais passaram uns dias em Sintra comigo e o Luís. As obras da Casa Azul ainda perduram e contamos com pelo menos mais um ano para estar tudo acabado. Tem sido penoso, especialmente no meio da abertura e durante a habituação ao novo ritmo do Saudade. Mas sobrevivemos até agora com a ajuda de muita gente e boa vontade. Os meus pais trouxeram 2 X 5 litros de agua lá da aldeia. Antes quando iamos à aldeia eu e o Luís carregavamos garrafões para trazer agua connosco. É tão boa. Sabe bem e é fresca. Limpa e dá vigor. Agua, a minha bebida preferida. Agua da aldeia da minha avó que corre perto da casa dela. Bebo a agua e mato o bicho. Mato a saudade.

15/08/2010

o meu paraíso

Esta semana ardeu a aldeia da minha avó Maria e a aldeia do meu avô Antonio, nesta a povoação foi evacuada. As aldeias ficam no oposto lados de uma serra do parque da Peneda que ainda hoje está arder. A minha mãe telefonou me na Quarta feira para o café há hora do almoço em panico porque só via "serras de fogo preto" e a gritar que o teu pai e tio foram lá baixo ver a casa da tua avó. Mais tarde telefonei e ela histerica disse que o fogo tinha chegado a aldeia de cima e que havia fogo em frente, por trás e nos lados da casa dela. Que não havia bombeiros porque estavam todos no fogo de Soajo. Restava os homens da GNR para os ajudar. Ela e os meus tios mais os vizinhos combatiam o fogo com sacholas, vassouras e aguas dos tanques das casas. Á noite telefonei e ela contou que estavam exaustos mas todos bem, negros do fumo. De manhã telefonei, estavam exaustos os olhos enchados de "engoliram" tanto fumo e a aldeia em todo lado para onde o olho via estava preta, preta, e cheirava a fumo. Havia ainda nuvens de fumo no lindo Vale em frente a casa deles. Ela disse que em sessenta e tal anos da vida dela nunca tinha visto fogo como o que viu nestas últimas duas semanas no alto Minho. Há mais de cinco anos atrás o Luís mais o meu pai e cunhado caminharam até ao Gião, o ponto mais alto do Mezio localizado a porta do Parque da Peneda-Gerês. O Gião fica no topo da serra que separa a aldeia da minha avó da do meu falecido avô. Estava lá o homem que vigiava os montes do parque do lado da Peneda. Tinha um galo morto como isco pendurado cá fora para atrair a raposa. Em 2006 houve um grande fogo no Mezio e eles não perderam tempo (quem são eles, não sei) em mandar grandes camiões para romper e rasgar caminhos para extrair as arvores queimadas. Centenas de arvores. Mas desde então ninguem fala da reflorestação do Mezio. Ninguem fala de prevenção, só lamentam o facto de que o "big government" faz o insuficiente. É um grande caos antes, durante e depois dos fogos. Apetece escrever palavrões. Alguem (dos grande medias) tem de ir a estes lideres destes municipios e perguntarem as perguntas difíceis. Há algo que não bate certo.....Estou revoltada e muito triste.

15/07/2010

sacudir o mofo

Estou com os meus pais e avo em Paredes. O tempo esta fresco, refrescante. A casa cheira a mofo de estar fechada ha um ano. O silencio e como orvalho para a alma. Vi um falcao numa caminhada mas juro que vi os brancos dos olhos dele, tao perto que passou por mim. Ha uma familia de quatro corvos que fazem sons que nunca tinha ouvido mas que existem desde sempre. Ha vacas, ovelhas, chibinhas (cabras), cavalos brancos e castanhos. Ha gente da terra e outras que vem de fora. Ha vizinhos tristemente doentes e outros que ja passaram. Ha as serras e senso de vastidao e liberdade que quebra a culpa que se sente estar no paraiso. Depois tudo e possivel.

26/06/2010

caldo

Ontem comi um caldo num restaurante perto de mim pertencendo a gente do Norte. Um caldo de hortaliça tendo ele sido engrossado com farinha. Fazia-me lembrar o caldo da minha avó Maria. Era aquele caldo que ficava depois de ela fazer o cozido á portuguesa tipicamente aos Domingos lá nos Estados Unidos. Era lá na casa de Tremont Street, nº 68 no 3º andar. Nós vivíamos no 1º. O caldo ficava muitos dias na mesma panela no frigorífico para quem depois quisesse subir e comer mais. Depois os meus avós quando mais velhinhos e para completar o círculo da vida, pelo menos para o meu querido avô, decidiram mudar-se para Paredes do Vale, a aldeia da minha avó. Quando os visitava ainda comiam o caldo à noite. Lembro me do meu avô às vezes deitar vinho tinto na tigela porque o caldo já tinha uns bons dias e começava a azedar. E sempre alguns bocados de pão de "ontem".

27/04/2010

uma das vistas da casa do meu pai em Paredes do Vale

Não me lembro do nome da minha tia, a irmã do meu pai. Estava a falar com o Luís sobre ela mas não me lembrava do nome. Tenho tentado nos últimos dias imaginar falar com ela a ver se me lembro mas não vem á memória. Lembro me que ela era uma mulher bonita, voluptuosa, e alegre. Era uma senhora da cidade com um coiffeur grande e á Lisboa, assim como os ocúlos de moda também de tamanho XL. Em retrospectiva, ela nunca perdeu a essência dela de menina do campo com a sua à vontade na sua maneira de ser.

No fim de cada férias do verão na aldeia no Minho e sempre antes do regresso para os Estados Unidos visitávamos a minha tia na pequena mercearia dela numa rua junto ao Palácio da Ajuda. A minha tia morreu há muitos anos e morreu muito nova. Depois, as visitas à Ajuda lentamente pararam de ser. Lembro-me bem dos nomes dos filhos, meus primos, o Rui e a Paula, mas não o dela.

O meu pai conta que a minha tia foi para Lisboa muito nova para trabalhar como empregada domestica. Quando ela regressava a Sampriz, Ponte da Barca, trazia sempre uma escova de dentes e pasta dentifríca para o meu pai. Quando a pasta acabava o meu pai usava sabão azul para lavar os dentes. Lavava os dentes todos os dias, graças á irmã mais velha. Até hoje ele agredece á irmã por aquele gesto visto que ele tem todos os dentes e a primeira cárie dele aparaceu já ele tinha os quarenta e tal anos (eu também nunca tive, portanto temos os dois bons genes). A irmã de cabelo ruivo era como um raio de sol num cenario de pobreza e uma mãe (minha avó) dura que lhe batia e que segundo a minha mãe gostava muito de beber aguardente. Só a conheci duas vezes tinha eu quatro e oito anos mas não me lembro muito dela.

Eu acho que o meu pai nunca gostou muito da aldeia dele. Escolheu a aldeia da minha avó materna para construir a sua «casa de imigrante.» Acho que ali encontrou uma paz que não tinha na aldeia dele visto que ele era uma espécie de «ovelha negra,» nas coscuvilhices e mexericos que são próprias das aldeias em geral. Mas é do terraço da casa dele na aldeia da minha mãe que ele vê à distância a aldeia onde ele nasceu e cresceu. Ao princípio (quando éramos pequenas) ainda íamos á festa popular da aldeia dele, a da Senhora do Livramento, aonde por um lado, ele podia mostrar a todos os que não acreditavam que ele faria algo com a vida dele, que de facto eles estavam errados. Depois de alguns anos parámos de ir à festa do Livramento. Acho que o meu pai deve ter chegado a uma altura e a uma idade em que já não devia de se sentir preso pelas inseguranças da sua juventude e já não sentia uma ligação á terra que o viu nascer e crescer. Não sei.

Tenho de perguntar ao meu pai o nome da sua querida irmã....

21/04/2010

Originally uploaded by Saloia

o quarto da minha avó materna na casa dela em Paredes do Vale

A alcunha da minha avó lá na aldeia era "Branquinha". Não tenho imagens dela quando era nova mas ela devia ter mesmo pele clara e olhos acinzentados. Agora quando ela fica comigo aqui em Sintra trocamos de cenario onde sou eu que a ajudo no banho porque com os seus já 98 anos está frágil e tenho medo que ela caia. Quando ajudo a secar as perninhas noto que elas são pequenas e brancas e de pele ainda macia sem rugas em contraste com os seus pés avermelhados e unhas com fungos. O banho acaba sempre com "Deus te abençoe minha querida, Deus te ajude."

Aminha mãe conta que as moças de Paredes do Vale fiavam e faziam as suas próprias meias que usavam no campo com as socas. Quanda vinha a primavera e a festa da Senhora do Vale (a freguesia mesmo lá no baixo da serra) iam com as pernas branquinhas e sem arranhões. Ao contrário delas, as moças do Vale já não as faziam as suas próprias meias e as pernas frescas das de lá de cima da serra que vinham dançar à festa eram a inveja para umas e a alegria para outros. Que orgulho elas sentiam!

Lembro-me que o irmão da minha avó, o Domingos ou Domenic como era conhecido em Jersey City, New Jersey, era também loiro e de olhos azuis. Quando visitava a irmã em Norwood, Massachusetts, faziamos grandes jantares de família. Ele era como um urso grande e gentíl. Lembro me que ele gostava de comer a parte do frango que tinha o «cu» (ponha toda a criançada a rir com a sua declaração à mesa) e gostava muito de apostar em corridas de cavalos. Tanto que o seu filho, também Domingos, quando obteve sucesso no trabalho comprou uns cavalos para este destino.

A filha do Domingos, a Mary, minha prima de 2ª conheceu a minha avó já mais tarde quando eu já era quase adolescente. Foi na primeira viagem dela à Portugal com o marido. Pediu ao guia da excursão em que viajava pelo Minho para desviar a carrinha até à aldeia onde nasceu o seu pai. Nós, a família estavamos todos lá a espera deles: avós, tios, pais, primos. Fizemos uma merenda minhota ao por do sol. Quando a Mary viu a minha avó apontou para os sinais vermelhos que parecem umas estrelinhas nas caras das duas e embora a minha avó não entender muito inglês apercebeu as palavras da minha prima. Apontou para a estrela na cara branquinha da minha avó e disse lhe "See, same thing, same thing." A minha avó respondeu -lhe com ar brincalhona...."same ting, same ting."

Em Julho vem a rolinha com a estrela na cara a Sintra mais uma vez. Com o ajuda de Deus.....

15/03/2010

i miss you ...eu sei, eu sei, não é saudade...

Hoje comecei a chorar no meio do trabalho. Estava irritada, nervosa, stressada. Era o cançaso e agora começo a culpar a idade, mas o mais provavél foi o cansaço. Estou velha, gosto de dizer. A minha mãe gosta de dizer. "Quando tinha a tua idade, trabalhava em dois trabalhos, depois acordava às duas da manhã para fazer o jantar para o teu pai que trabalhava as noites ....até parecia que voava, nem no chão ponha os pés...e tinhavos a vocês as trés..." (com um ano de diferença entre eu e as minhas irmãs.) Penso nela tantas vezes. Agora falo menos com ela ao telefone para Boston. Ou porque estou na azafama do trabalho ou passa e tenciono falar para ela o dia a seguir. Os dias fogem a correr, não os consigo apanhar jamais.

Quando estou cansada sou torcida e tenho mau feitio. Talvez até sou assim quando não estou cansada...? Sou uma perfecionista cheia de erratas e sou desorganizada. Sou má gerente e só o meu trabalho serve de exemplo para os outros. Exigo muito, mas ninguem é perfeito. Hoje, é segunda feira. Acho que posso culpar as segundas feiras porque os fins de semana são muito exigentes no nosso café. Deve ser a ressaca.

I miss my family, e noto que procuro os sinais de saudade. De manhã perto do Saudade oiço as rolinhas a cantar e vejo as a voar por ali até aqui. Antes, quando a minha avó tomava conta de nós em casa dela, e para nós comermos, dizia "come minha rolinha, come". Se tivesse de dar um nome a um restaurante meu seria este, Come Minha Rolinha, Come. E hoje de carro passamos o lugar onde se encontra uma padaria que se chama "O Bicho". Comecei a dizer a palavra como diria a minha tia Rosalina, com quem eu nunca teve uma relação muito próxima. Ela era de Boimo, Cabana Maior e pronunciava por exemplo a palavra bicho não como beeshoo, mas, beetcho ou tchuva, ou melhor, tchuba. Tenho saudades dela, I miss her.

Lá estão eles em Boston e lá vivem a sua vida. Eu cá, a minha. Neste dia de segunda feira em que arrasto os meus pés queria praticar o meu mau feitio com eles A minha mãe não teria simpatia pelo meu cansaço, a minha avó mediria os meus pulsos com a mão dela e achava me magra demais (quem me conhece sabe que sou rechonchuda) e a minha tia falaria com aquela voz aguda...e falaria....e falaria de tudo e todos...

25/02/2010

mãe

a minha avó

Já escrevi um bocadinho sobre a minha mãe aqui. No outro dia a brincar chamei a um colega aqui na Saudade "ai estás com a cabeça de alho chocho", uma expressão usada antes pela minha mãe. Segunda feira acordei um bocado cansada, olhei para o espelho e pensei "estou com cara de cu", outra vez, da minha mãe. Toda manhã aqui no trabalho só pensava para mim "estou com cara de cu e a cabeça de alho chocho". Já passou a segunda-feira e esses pensamentos mas fiquei com a noção que neste ano em que faço 40 anos (uau) estou a ficar mais parecida nas maneiras e alguns feitios da minha rica mãe...até o Luís isto confirma.

16/01/2010

imagine

It came in the mail a little felt stocking with the colors of cream and moss. No return address, just mine, a stamp and some color of blue. I think I know who sent it, a blogger, and someone who visited me at Saudade. She goes by the same name as my grandmother of 98. Whoever it is, thank you.

Last night on the way to seeing Avatar, Luís related that in Amadora there once existed a small store with a gentleman who repaired umbrellas and how it was fun to see all the different umbrellas hanging on the walls and from the ceiling. I thought about it and imagined how it would be neat to write a story about that little store and the person who fixed broken umbrellas.

22/12/2009

prosperidade

Este ano escolhi um ramo de loureiro para decorar a minha nova casa, (O Saudade), aonde agora passo a maioria do meu tempo. No meio das obras no chalet perdeu se a habitual coroa (também gosto da palavra, grinalda). Do nosso jardim veio este ramo de loureiro e gostei de saber que o loureiro simboliza a prosperidade.

09/11/2009

Prima Maria

As primeiras fotografias são da casa da minha prima Maria. Na última, eu.

Com a passagem do tempo e o aparecimento de muitos cabelos brancos (parei de esconder aka...pintar o cabelo), tem-me apetecido descobrir tudo que seja possivél sobre os avós, pais, primos, tios, parentes, e tudo o que pertence à minha familia: terrenos, casas, mantas, tapetes, copos, pratos, talheres, lendas, manias e tiques. Já disse aqui algumas vezes que sei pouco sobre a nossa história e tenho ainda menos para mostrar, mas tenho esta necessidade de saber.

O meu primo de já quase 90 anos é uma importante fonte de informação. Com urgência terei de o visitar e escrever tudo aquilo que ele me diz, palavra por palavra (talvez seja mais fácil gravar) o que ele me conta.