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13/12/2008

O Respigador

No artigo Quanto menos, melhor.

RevistaÚnica, Expresso.

Texto da Raquel Moleiro, fotografia de Jorge Simões.

O Luís participou num artigo escrito pela amiga e vizinha, Raquel Moleiro. O tema da revista esta semana foi "abrandar" e fala do "vício" (amor) dele de recolher especialmente móveis das demolições ou "lixo". Um vício que teve como resultado, o facto de nenhuma peça de mobiliário que temos em casa fosse comprada como nova.

07/11/2008

brincar

O Fernando (Sr. Fernando), meu sogro, trabalha conosco no nosso escritório. Vejo-o praticamente todos os dias, incluindo fins-de-semana, porque há sempre muito trabalho.

Tenho gostado que ele acompanhe as obras da nossa loja porque gosto do seu entusiasmo e dos conselhos que ele nos dá, embora diga sempre "mas eu não sei nada... vocês é que têm de decidir". Ele adora o nosso espaço.

Hoje ao tirar algumas fotografias, comentei que uma das fotos com a sombra de uma luva me fazia lembrar do tempo em que eu brincava «às sombras».

Ele começou a brincar também e a fazer figuras com as mãos . Gosto dele.

20/10/2008

um outono da minha vida

Maria em Fatima

folhas de flores

Os meus pais e avó regressaram para os EUA. *suspiro* Para o ano repete-se.

19/09/2008

Portugal is the most beautiful and exquisite country for me.

Fomos à Estremoz encomendar chão. Visitamos o Mestre Zagalo que conhecemos através da Rosa Pomar. Nada facil a escolha!

Depois no centro encontramos a antiga sapataria com cento e onze anos que pertencia ao Senhor Leonel Chouriço, falecido, mas ainda lá estão o filho e a nora. O chão, é velhinho mas está em optimo estado de conservação. Os donos mostraram- nos os antigos moldes, ferramentas, balcões, e sapatos ainda expostos em estantes e que as vezes são emprestados a um grupo de teatro em Estremoz.

Foi um bom dia.

Conheço uma pessoa linda que uma vez escreveu..Portugal is the most beautiful and exquisite country for me. Cada dia e ano que passo aqui sinto mais o mesmo.

14/09/2008

sou Bemposta

Quatro dias à Norte. Porto, Braga e terras da Maria. Disseram-me que sou parecida com a minha bisavó, Maria. A minha bisavó era conhecida por Maria Bemposta por ser de um pequeno lugar com o mesmo nome. Bemposta, um lugar do Vale, a freguesia a que pertence Paredes, terra das minhas mulheres. Eu já sabia que a minha avó, Maria, também era conhecida por ser a Bemposta..

Somos as 3 Marias.....Bempostas.

21/08/2008

wildflowers growing from a stone wall at dusk

da minha terra

a terra da minha gente

das minhas mulheres

terra que me viu nascer

onde eu renasço

e onde hei de morrer.

19/08/2008

mãe

A minha mãe passou uns dias comigo em Sintra e eu com ela este fim de semana na terra dela. Não costuma falar da vida dela quando era pequena mas estes dias revelou algumas coisas, nada significante, mas saboreio todas as palavras e ideias das imagens de uma menina que teve de crescer muito depressa.

Algumas das coisas que ela conta verifico ao ler As Mulheres do Meu País da Maria Lamas. A Maria Lamas viajou pelas terras de Soajo, Castro Laboreiro, Lindoso. Terras do Minho profundo que conheço bem. Alguns exemplos nas histórias da minha mãe são as mulheres que trabalhavam no negócio do contrabando entre Portugal e Espanha (muito comum naqueles tempos no Minho) e que muitos dos homens do Soajo, terra do meu avô, foram para Lisboa trabalhar como padeiros.

Ela conta:

Ao jantar (eu fiz bacalhau)

... gostava tanto de açorda de bacalhau com tomate. O teu avô e tio Armindo (eles eram padeiros em Lisboa e a minha mãe, avó, bisavó ficaram na terra ) mandavam trigo (carcaças) de Lisboa pelo correio. Chegava a Paredes duro e então faziamos açorda.....era tão bom.

Mãe, conhecestes a tua avó, mãe do teu pai?

Sim...chamava-se Rosa Branca...viúva com trés filhos e fazia contrabando. A sério? Sim, uma mulher bonita, alta, tinha 3 filhos para criar. Fazia-me saias e blusas...também costurava.

A minha mãe atravessava estes montes para a ver porque a Rosa Branca vivia em Vilar de Suente, Soajo.

Tinhas bonecas?

Sim...fazia-as de trapos. A cabeça era uma pedra e os olhos e a boca eram feitas com carvão (ou o que restava das brasas da lareira).

A minha mãe escrevia cartas para os analfabetos da aldeia. Tinha apenas nove anos quando comecou a escrever. Uma das senhoras para quem ela escrevia era a Ti Conceiçao. Eu ainda me lembro da Ti Conçeição das nossas férias de verão na aldeia. Ela já morreu, mas para eu chegar ao lugar de cima tinha que passar sempre pela casa dela. Lembro-me de ter medo dela....talvez por ter um bigode e barba e por falar muito bruscamente e ser rabugenta.

Ela conta que a Ti Conçeição ralhava muito com o Ti Guilherme quando ele a visitava em Paredes. Então um dia a minha mãe, uma menina pequenina, foi chamada por ela para escrever uma carta para ele.

Então para começar a tal carta ela diz:

Escreve assim.

Meu querido marido.....TU NÂO ÉS!

Marido................. TU NÂO ÉS!

Vai assim!....

GUILHERME!

A minha mãe ficou sem saber o que fazer nem dizer.

*