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10/02/2011

em campos distantes

Estive ontem em Campo Benfeito... que frio vigorante que estava! Vi uma pastora de capucha, sentada num muro de granito a fiar lã numa antiga roca. As suas ovelhas pastavam num campo lindo, verde, verde brilhante em contraste ao castanho dormente das árvores desnudadas. Um castanho ao mesmo tempo também inspirador. As árvores esperam um mesmo vestido de verde que volta com as andorinhas da primavera. Visitei as Capuchinhas, falei com as artesãs e encomendei um casaco de burel feito por elas mesmas. Deixei saudades pelos campos bem feitos....

(O meu casaco feito à mão e medida por artesãs portuguesas foi a melhor compra que fiz nos últimos anos. Custou-me 120 euros (mais barato do que na Zara por exemplo.) É de design e durará uma vida inteira.)

30/03/2010

andorinha

Gosto de bancos e mesas de trabalho. Esta tabua foi me oferecido por um artesão de galos de Barcelos que faz também andorinhas das mais toscas. Tem dois lados e vou o por ao lado deste. A minha colecção cresce e inspira....

24/08/2009

giga de pão

CESTAS

Do silvado vem a silva

A palha vem do palhal

E das mãos do artesão

Sai trabalho sem igual.

Faz a cesta para a meia

A giga para o pão

O cortiço para o sal

Trabalhos com perfeição.

Tirei este verso beirense daqui. Este giga de pão feito na Serra de Montemuro servia para armezenar o pão e segundo a senhora à quem eu comprei, para muitas familias era usada para pousar o prato ao jantar e de onde todos comiam.

Este cesto é feito com palha e silva que são materais primas que podem ser colhidos no mato e dos quais,antigamente, muitas famílias menos abesticidas e com pouco terreno para cultivar o vime (o material com que as cestas ficavam com uma cor mais branquinha e que depois mostro um exemplo num próximo post), usavam para o fabrico de cestos, um importante artigo doméstico para transportar, armezenar e guardar o trabalho do dia a dia.

24/07/2008

a random act of kindness gets me thinking

Ontem depois do jantar bateu inesperadamente à nossa porta a Dª Isabel, a nossa muito querida vizinha. Diz que «espreita» o meu blog e viu que eu gosto de bonecas. Ofereceu-me estas bonecas antigas feitas pela mãe de um outro nosso vizinho. Era uma bonequeira que fornecia as suas bonecas aos vendadores ambulantes na vila. Interessante porque eu pensava que era apenas uma artesã a fazer estas bonecas de Sintra(ou este tipo específico de modelo) e uma outra pessoa a vendê-las nas ruas da vila. Penso que actualmente só existe uma bonequeira. Há quantos anos são feitas estas bonecas? Tenho de investigar mas parece que só é utilizado um molde pelas bonequeiras. E ao que parece, estas bonecas não são vendidas em nenhuma loja no centro histórico de Sintra. Interessante a estrutura deste "negócio". Qual é?

Este par de bonecos já deve ter mais de 20 anos. Representa um casal saloio de vendedores de morangos. São bonecas conhecidas, feitas e vendidas nas ruas de Sintra. São feitas de papel de jornal e depois o seu corpo é reforçado com lã. Vendem-se aos pares e os seus tecidos são interessantes. Utilizam principalmente tecidos portugueses (chitas, estampados, e outros). Outro aspecto interessante são os temas das figuras saloias . que representam - morangeiros, vendedoras de flores, vendedoras de galinhas, etc.

Um dia gostava de fazer uma exposição delas.

Outra fotografia

obrigada Isabel*