Video do SIC Notícias,Grande Reportagem 13/09/2010:Discos Pedidos da rádio Terra Quente, de Mirandela, entra nas casas e nas vidas de dezenas de pessoas. Gostei de uma critíca que descreveu esta reportagem como "delicada". Concordo. Mostra uma realidade do nosso povo rural, mas que também podia se aplicar ao urbano também. De um simples tema, discos pedidos, (ou talvez não seja assim tão simples como eu pensava) esta reportagem torna-se interessante, tocante, e sim, «delicada.» Merece prémios.Bravo!
04/10/2010
11/09/2010
10/09/2010
on wood

In a search for "historic quilt" I came across the barn quilt. What started in Ohio as a tribute by a daughter to her mother, a quilter, spread through the state and then to 22 other states. Using patterns based mainly on agricultural themes the barn quilts are painted and then applied to the barns that are usually 50 or more years old. I like the connection between the quilt patterns (domestic and folk art genre) and the old barns (farming, agriculture). A conservative american graffiti.
27/08/2010
fresca
15/08/2010
o meu paraíso
08/08/2010
ser emigrante
18/07/2010
15/07/2010
sacudir o mofo
07/07/2010
ser emigrante

On November 5th of this year will be my tenth anniversary of having moved to Portugal to be with Luís. It is also the year I will turn 40. My mother will be here on her yearly trips to her home in Minho. When she sees me she will say "estás quadradinha". Isto quer dizer que preciso the cuidar de mim e perder o peso a mais e que eu tão facilmente ponho. Ela raramente diz algo sobre o meu peso mas a última vez em que estava a este peso ela disse isso mesmo...."estás pareces um quadrado....toca a andar!" love you too, mom
26/06/2010
caldo
21/06/2010
Manuel Sousa and family, 306 2(nd) St.,New Bedford Massachusetts
Manuel Sousa and family, 306 2nd St.
Emigrant Child
Emigrants coming to the "Land of Promise"
Group of emigrants (woman and children) from eastern Europe on deck of the SS Amsterdam.
Todas as fotografias foram encontradas no sitío do Library of Congress, Washington D.C.
Estou fascinada com as fotografias de emigrantes europeus (e não só )que foram para os Estados Unidos. Começo com algumas de Ellis Island do princípio dos século XX. O meu bisavô também passou por aqui nesta altura. Era o pai da minha avó. Gostava de encontrar o registo dele e o nome do barco em que embarcou.
Se puderem vejam este video.
02/06/2010
casa azul
01/06/2010
foi bom, amigas
28/05/2010
17/05/2010
como fazer uma rodilha
14/05/2010
27/04/2010
uma das vistas da casa do meu pai em Paredes do Vale
Não me lembro do nome da minha tia, a irmã do meu pai. Estava a falar com o Luís sobre ela mas não me lembrava do nome. Tenho tentado nos últimos dias imaginar falar com ela a ver se me lembro mas não vem á memória. Lembro me que ela era uma mulher bonita, voluptuosa, e alegre. Era uma senhora da cidade com um coiffeur grande e á Lisboa, assim como os ocúlos de moda também de tamanho XL. Em retrospectiva, ela nunca perdeu a essência dela de menina do campo com a sua à vontade na sua maneira de ser.
No fim de cada férias do verão na aldeia no Minho e sempre antes do regresso para os Estados Unidos visitávamos a minha tia na pequena mercearia dela numa rua junto ao Palácio da Ajuda. A minha tia morreu há muitos anos e morreu muito nova. Depois, as visitas à Ajuda lentamente pararam de ser. Lembro-me bem dos nomes dos filhos, meus primos, o Rui e a Paula, mas não o dela.
O meu pai conta que a minha tia foi para Lisboa muito nova para trabalhar como empregada domestica. Quando ela regressava a Sampriz, Ponte da Barca, trazia sempre uma escova de dentes e pasta dentifríca para o meu pai. Quando a pasta acabava o meu pai usava sabão azul para lavar os dentes. Lavava os dentes todos os dias, graças á irmã mais velha. Até hoje ele agredece á irmã por aquele gesto visto que ele tem todos os dentes e a primeira cárie dele aparaceu já ele tinha os quarenta e tal anos (eu também nunca tive, portanto temos os dois bons genes). A irmã de cabelo ruivo era como um raio de sol num cenario de pobreza e uma mãe (minha avó) dura que lhe batia e que segundo a minha mãe gostava muito de beber aguardente. Só a conheci duas vezes tinha eu quatro e oito anos mas não me lembro muito dela.
Eu acho que o meu pai nunca gostou muito da aldeia dele. Escolheu a aldeia da minha avó materna para construir a sua «casa de imigrante.» Acho que ali encontrou uma paz que não tinha na aldeia dele visto que ele era uma espécie de «ovelha negra,» nas coscuvilhices e mexericos que são próprias das aldeias em geral. Mas é do terraço da casa dele na aldeia da minha mãe que ele vê à distância a aldeia onde ele nasceu e cresceu. Ao princípio (quando éramos pequenas) ainda íamos á festa popular da aldeia dele, a da Senhora do Livramento, aonde por um lado, ele podia mostrar a todos os que não acreditavam que ele faria algo com a vida dele, que de facto eles estavam errados. Depois de alguns anos parámos de ir à festa do Livramento. Acho que o meu pai deve ter chegado a uma altura e a uma idade em que já não devia de se sentir preso pelas inseguranças da sua juventude e já não sentia uma ligação á terra que o viu nascer e crescer. Não sei.
Tenho de perguntar ao meu pai o nome da sua querida irmã....
21/04/2010
Originally uploaded by Saloiao quarto da minha avó materna na casa dela em Paredes do Vale A alcunha da minha avó lá na aldeia era "Branquinha". Não tenho imagens dela quando era nova mas ela devia ter mesmo pele clara e olhos acinzentados. Agora quando ela fica comigo aqui em Sintra trocamos de cenario onde sou eu que a ajudo no banho porque com os seus já 98 anos está frágil e tenho medo que ela caia. Quando ajudo a secar as perninhas noto que elas são pequenas e brancas e de pele ainda macia sem rugas em contraste com os seus pés avermelhados e unhas com fungos. O banho acaba sempre com "Deus te abençoe minha querida, Deus te ajude."
Aminha mãe conta que as moças de Paredes do Vale fiavam e faziam as suas próprias meias que usavam no campo com as socas. Quanda vinha a primavera e a festa da Senhora do Vale (a freguesia mesmo lá no baixo da serra) iam com as pernas branquinhas e sem arranhões. Ao contrário delas, as moças do Vale já não as faziam as suas próprias meias e as pernas frescas das de lá de cima da serra que vinham dançar à festa eram a inveja para umas e a alegria para outros. Que orgulho elas sentiam!
Lembro-me que o irmão da minha avó, o Domingos ou Domenic como era conhecido em Jersey City, New Jersey, era também loiro e de olhos azuis. Quando visitava a irmã em Norwood, Massachusetts, faziamos grandes jantares de família. Ele era como um urso grande e gentíl. Lembro me que ele gostava de comer a parte do frango que tinha o «cu» (ponha toda a criançada a rir com a sua declaração à mesa) e gostava muito de apostar em corridas de cavalos. Tanto que o seu filho, também Domingos, quando obteve sucesso no trabalho comprou uns cavalos para este destino.
A filha do Domingos, a Mary, minha prima de 2ª conheceu a minha avó já mais tarde quando eu já era quase adolescente. Foi na primeira viagem dela à Portugal com o marido. Pediu ao guia da excursão em que viajava pelo Minho para desviar a carrinha até à aldeia onde nasceu o seu pai. Nós, a família estavamos todos lá a espera deles: avós, tios, pais, primos. Fizemos uma merenda minhota ao por do sol. Quando a Mary viu a minha avó apontou para os sinais vermelhos que parecem umas estrelinhas nas caras das duas e embora a minha avó não entender muito inglês apercebeu as palavras da minha prima. Apontou para a estrela na cara branquinha da minha avó e disse lhe "See, same thing, same thing." A minha avó respondeu -lhe com ar brincalhona...."same ting, same ting."
Em Julho vem a rolinha com a estrela na cara a Sintra mais uma vez. Com o ajuda de Deus.....
12/04/2010
originally uploaded by Saloia.














