13/11/2009

blue man light

A cabeça do homem azul compramos na Marinha Grande numa fabrica de vidro. Era um Sábado à tarde e infelizmente eramos os unicos clientes lá a fazer compras. Infelizmente é uma indústria em perigo de extinção (mais uma). Transformamos o homem azul numa luz.

09/11/2009

Prima Maria

As primeiras fotografias são da casa da minha prima Maria. Na última, eu.

Com a passagem do tempo e o aparecimento de muitos cabelos brancos (parei de esconder aka...pintar o cabelo), tem-me apetecido descobrir tudo que seja possivél sobre os avós, pais, primos, tios, parentes, e tudo o que pertence à minha familia: terrenos, casas, mantas, tapetes, copos, pratos, talheres, lendas, manias e tiques. Já disse aqui algumas vezes que sei pouco sobre a nossa história e tenho ainda menos para mostrar, mas tenho esta necessidade de saber.

O meu primo de já quase 90 anos é uma importante fonte de informação. Com urgência terei de o visitar e escrever tudo aquilo que ele me diz, palavra por palavra (talvez seja mais fácil gravar) o que ele me conta.

03/11/2009

*

Ainda das mini férias algumas restantes fotografias. No Porto encontramos muitas lojas fechadas. Tirei muitas fotografias da curiosidade do Luís, ele que adora o Porto e que queria muito ter passado o dia inteiro à procura de fotografias antigas (e outras velharias). Luckily, só algumas lojas estavam abertas mas ele encontrou algumas e eu com alguma paciencia para acompanhar também achei coisas bonitas. ...

p.s.

A segunda fotografia do "poste" é a minha contribuição para Amor na Saudade...Um grupo espontâneo que começou na casa de banho das senhoras do nosso café.

06/10/2009

comendo caldo

Mulher Comendo Caldo

Universidade do Minho

Ainda antes da Saudade abrir queria comprar um banco como o da fotografia acima, mas não ficava do nosso orçamento. Compramos este. Também lindo! Agora tenho planos para um atelier (na nossa casa) meu só para bonecas, mantas, e afins de retalhos que vou fazendo no meu tempo livre.

Estive a falar com uma cliente da Saudade sobre estes bancos. As pessoas falam-me muito sobre os avós e o passado na Saudade. Oferecem-me toalhas de renda e naperões. Querem que eu lhes arranje tapetes feitos de trapilho como tinham as avós. Então falámos de um banco que pertencia à avó da cliente e do qual ela se lembra tão bem, e do "seu lado marcado", do seu lugar, que quando outro membro da família estava lá sentado e se a avó entrasse em casa aquela pessoa tinha de se leventar e a avó lá ficava em frente da lareira no seu lugar de matriarca.

Esta senhora que me contou esta história também me revelou qual o nome destes bancos em Trás-os-Montes, mas não me lembro. Alguém conhece? I love Saudade......

E ontém na Saudade tive a visita da linda Diane e família (já é a segunda visita dela* vinda dos lados da Serra da Estrela). Quando vejo as suas três meninas, faz-me logo lembrar de mim e das minhas duas manas. Gostei tanto do carinho e força que me deu. Obrigada*

24/08/2009

giga de pão

CESTAS

Do silvado vem a silva

A palha vem do palhal

E das mãos do artesão

Sai trabalho sem igual.

Faz a cesta para a meia

A giga para o pão

O cortiço para o sal

Trabalhos com perfeição.

Tirei este verso beirense daqui. Este giga de pão feito na Serra de Montemuro servia para armezenar o pão e segundo a senhora à quem eu comprei, para muitas familias era usada para pousar o prato ao jantar e de onde todos comiam.

Este cesto é feito com palha e silva que são materais primas que podem ser colhidos no mato e dos quais,antigamente, muitas famílias menos abesticidas e com pouco terreno para cultivar o vime (o material com que as cestas ficavam com uma cor mais branquinha e que depois mostro um exemplo num próximo post), usavam para o fabrico de cestos, um importante artigo doméstico para transportar, armezenar e guardar o trabalho do dia a dia.

17/07/2009

mudanças

Pó por todo lado em casa e não temos cobertura , mas a Saudade é um recinto calmo.