luzes na sala das pias
As primeiras fotografias são da casa da minha prima Maria. Na última, eu.
Com a passagem do tempo e o aparecimento de muitos cabelos brancos (parei de esconder aka...pintar o cabelo), tem-me apetecido descobrir tudo que seja possivél sobre os avós, pais, primos, tios, parentes, e tudo o que pertence à minha familia: terrenos, casas, mantas, tapetes, copos, pratos, talheres, lendas, manias e tiques. Já disse aqui algumas vezes que sei pouco sobre a nossa história e tenho ainda menos para mostrar, mas tenho esta necessidade de saber.
O meu primo de já quase 90 anos é uma importante fonte de informação. Com urgência terei de o visitar e escrever tudo aquilo que ele me diz, palavra por palavra (talvez seja mais fácil gravar) o que ele me conta.

Ainda das mini férias algumas restantes fotografias. No Porto encontramos muitas lojas fechadas. Tirei muitas fotografias da curiosidade do Luís, ele que adora o Porto e que queria muito ter passado o dia inteiro à procura de fotografias antigas (e outras velharias). Luckily, só algumas lojas estavam abertas mas ele encontrou algumas e eu com alguma paciencia para acompanhar também achei coisas bonitas. ...
p.s.
A segunda fotografia do "poste" é a minha contribuição para Amor na Saudade...Um grupo espontâneo que começou na casa de banho das senhoras do nosso café.
Universidade do Minho
Ainda antes da Saudade abrir queria comprar um banco como o da fotografia acima, mas não ficava do nosso orçamento. Compramos este. Também lindo! Agora tenho planos para um atelier (na nossa casa) meu só para bonecas, mantas, e afins de retalhos que vou fazendo no meu tempo livre.
Estive a falar com uma cliente da Saudade sobre estes bancos. As pessoas falam-me muito sobre os avós e o passado na Saudade. Oferecem-me toalhas de renda e naperões. Querem que eu lhes arranje tapetes feitos de trapilho como tinham as avós. Então falámos de um banco que pertencia à avó da cliente e do qual ela se lembra tão bem, e do "seu lado marcado", do seu lugar, que quando outro membro da família estava lá sentado e se a avó entrasse em casa aquela pessoa tinha de se leventar e a avó lá ficava em frente da lareira no seu lugar de matriarca.
Esta senhora que me contou esta história também me revelou qual o nome destes bancos em Trás-os-Montes, mas não me lembro. Alguém conhece? I love Saudade......
E ontém na Saudade tive a visita da linda Diane e família (já é a segunda visita dela* vinda dos lados da Serra da Estrela). Quando vejo as suas três meninas, faz-me logo lembrar de mim e das minhas duas manas. Gostei tanto do carinho e força que me deu. Obrigada*

CESTAS
Do silvado vem a silva
A palha vem do palhal
E das mãos do artesão
Sai trabalho sem igual.
Faz a cesta para a meia
A giga para o pão
O cortiço para o sal
Trabalhos com perfeição.
Este cesto é feito com palha e silva que são materais primas que podem ser colhidos no mato e dos quais,antigamente, muitas famílias menos abesticidas e com pouco terreno para cultivar o vime (o material com que as cestas ficavam com uma cor mais branquinha e que depois mostro um exemplo num próximo post), usavam para o fabrico de cestos, um importante artigo doméstico para transportar, armezenar e guardar o trabalho do dia a dia.