Só visitei o Museu de Arte Popular em Belém, uma vez, nos idos anos 90 mas sei o que senti ao ver aquele rico espólio de artefactos do nosso país. Impossível não ficar motivada com esta causa e tentar apoiar de todas as maneiras possíveis este movimento em favor do MAP. Ontem foi um primeiro passo de entre muitos outros que tenho a certeza irão acontecer nos próximos meses. Mal posso esperar que aquele museu reabra (tenho muita esperança que irá mesmo reabrir!) para contar a suas histórias. Histórias que em parte são as histórias dos meus antepassados e a minha história também.
Podem seguir todos os passos deste movimento no blog do Museu de Arte Popular.
Fotografia da Exposição do Mundo Português, 1940
Autor: Mário Novais
Colecção privada, Mary Pereira
Vou lá estar amanhã a bordar o lenço para o Museu de Arte Popular.
Vejam como podem juntar-se a esta causa:
A casa em que se encontra a Saudade é centenaria. A Saudade era há muitos anos atrás a antiga fabrica de queijadas da Mathilde. No piso acima da Saudade mora o mano da Mathilde e acima dele a propria Mathilde! Antes de nós havia uma agencia de viagens e antes dessa agencia uma papelaria. O meu escritório era a casa do jardineiro e agora tenho a toda para mim. Tem muita humidade porque está situada numa encosta da Serra de Sintra mas isso é o menos. No estendal mesmo junto a minha janela as vezes vejo panos de chita antigos e hoje uma colcha branca portuguesa com motivos tão bonitos a simbolizar paz e amor que não resisti tirar uma fotografia e partilhar.
Estamos atrasados na abertura não só por eu ter uma pneumonia mas a minha coloboradora principal tive uma apendicite aguda muito seria e agora está a recuperar. Acho que é um dos muitos testes da nossa vontade! Pensamento positivo.
The house in which our tea house Saudade is located is over a hundred years old. Saudade used to be a bakery that made the famous cheesecakes named Mathilde. On the first floor lives Mathilde´s brother and above him, Mathilde. Before us there was a travel agency and before that a paper goods and bookstore. My office is located in the old gardner´s shed and is a humid place because it is located on the hillside of Sintra. Outside my window there is a clothesline that sometimes has antique fabrics or vintage bedspreads like the white one in the picture above with portuguese motifs symbolizing peace and love. I could not resist a picture today.
We are a little late in opening because not only did I have pneumonia but my main collaborator for the kitchen had acute appendicitis which burst and is now recovering. A test of our willpower! Positive thinking is in order.

My attempt to make a small log cabin patchwork blanket turned out like this and although I like the mix of fabrics my technical skills need improvement. I have planned another one, this time with only 3 fabrics and a more simple pattern. It is harder than I thought to go simple. I studied some of the Gee´s Bend Quilts for inspiration and noticed that sometimes they only used two or three fabrics and made their quilts into true works of art even with the limited fabric choices they had.
like:
and

copos da Crisal
Ainda estamos a trabalhar para abrir a nossa Saudade!
A propósito, visitei o Braz & Braz (desde 1777) na baixa de Lisboa para ver copos para bebidas de café. No final das ferías de verão com os meus pais nos anos 80 era obrigatório uma paragem no Braz & Braz para comprar qualquer novidade ou (oldie but goodie) como os calices pequenos para whiskey ou um gadget para a cozinha. Para mim o Braz & Braz brilhava com as suas louças com desenhos, o aço inoxidavél e o orgulho dos vendedores. Antes havia muitos vendedores e mais clientes. Agora nem tanto.
Gostei tanto de relembrar as idas ao Braz & Braz com os meus pais, manas, tios e avos nos anos 80. Depois apanhavamos o ferry para Caçilhas para comer marisco, como sapateiras, gambas e camarão e muitas imperiais em canecas. Uma festa.
Gostei gostei.
We are still working to open our tea house, Saudade!
Recently, I visited Braz & Braz (since 1777) in downtown Lisbon to look for glasses for coffee drinks. Braz & Braz was an obligatory stop for me and my family at the end of our summer vacations in Portugal in the 80´s. Here, we would buy the latest novelty item for the home or oldie but goodie such as tiny whiskey glasses and kitchen gadgets. For me, Braz & Braz shined with the its collection of patterned dinnerware, stainless steel, and the salespeople´s pride for working in such a place. There were many vendors and even more clients. Now there are few.
I liked remembering our visits to Braz & Braz with my parents, sisters, aunts, uncles and grandparents. Afterwards, we would catch the ferry to Caçilhas where we would go for the best seafood, like crab, shrimp and lots of beer from the tap in big mugs. A party.
Such a pleasure to remember.
Hoje ao cerzir uma manga de uma camisola do Luís lembrei me deste naperão que encontrei há quase um ano. Ao reler os comentários (clique na imagem para ler)fica a curiosidade e a vontade de saber se alguém conhece mais exemplos desta técnica parecida com a bainha aberta ou open work. È que nem conheço o nome próprio desta tecnica. Parece uma técnica que antes substituía fitas de renda porque como varias testemunhas comentaram no meu Flickr, parece ser uma aplicação usada por gentes em zonas menos favorecidas em texteis para vestir ou decorar a casa.
Será que haja mais exemplos ou alguém que tenha ainda mais informações sobre este método artesenal de acabamento em tecido?